A recente decisão do STF com relação à legalização da união homossexual trouxe novamente à tona a questão da homossexualidade e do tratamento dos relacionamentos homossexuais por parte do Estado e da sociedade.
Independentemente do mérito da questão entretanto, é inquestionável a arbitrariedade de poder praticada por este órgão da Justiça, que extrapolou suas atribuições ao exercer uma atividade que é atributo do Poder Legislativo. Essa violação da hierarquia governamental e da própria Constituição revelou o caráter autoritário e anárquico, de um órgão governamental, típico de países sob regimes totalitários e não democráticos.
Conforme afirmou o respeitado professor e advogado Ives Gandra da Silva Martins em editorial da Folha de São Paulo, os ministros do STF "à luz da denominada “interpretação conforme”, estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes."
Além de contrária aos princípios civis constitucionais, a equiparação da união homossexual à da família natural, que é o próprio núcleo da sociedade é uma violação dos princípios cristãos. A Constituição não nega ao homossexual nenhum direito civil, exceto o de equiparar o seu relacionamento estável com um outro indivíduo a uma união conjugal, uma vez que a união homossexual é a antítese da família biológica natural.
Entretanto, as pessoas entendem erroneamente a posição do cristianismo com relação à homossexualidade. O verdadeiro cristão não é homofóbico, no sentido de que rejeita ou discrimina os homossexuais.Isso por um motivo muito simples: Jesus nos ensinou a não julgar. Jesus sabia que todos nós somos pecadores e que portanto não cabe a nós julgar ninguem.
O que o cristianismo afirma entretanto é que a homossexualidade é um desvio sexual, uma conduta antinatural, seja ele de natureza genética ou não e deve ser visto desta forma. Há uma grande diferença entre julgar um tipo de conduta e julgar moralmente quem pratica tal conduta.
Roubar é um crime e portanto todo aquele que rouba é condenado pela justiça por que viola uma lei social. Mas se julgo moralmente o fulano por que roubou e o condeno moralmente, então estou agindo contrariamente à lei de Deus, estou sendo moralista, pois só ele pode julgar moralmente qualquer pessoa.
Aparentemente a conduta homossexual não faz mal a ninguem, uma vez que é uma prática com o mútuo consentimento de pessoas adultas e que não tem nenhum inconveniente do ponto de vista biológico.
Entretanto, o cristianismo vê a homossexualidade do ponto de vista espiritual, que é uma dimensão moral infinitamente mais ampla que a dimensão humana. O materialismo da sociedade tem cada vez mais impedido as pessoas de reconhecer essa dimensão espiritual e os valores cristãos hoje são vistos como retrógrados e obscurantistas.
Entretanto, o progresso material e científico de uma sociedade não significa necessariamente que ela seja moralmente mais avançada. As leis morais mais avançadas de todo o mundo foram legadas à humanidade não pela Igreja, mas por Deus, através da Bíblia cristã. Viver conforme essas leis não é viver na Idade Média, como muitos dizem, mas viver segundo os parâmetros da vida eterna, que é a vida espiritual no reino de Deus. Viver contrariamente a essas leis é regredir moralmente não à Idade Média, mas à Pré-História humana.
Aqueles que não reconhecem a homossexualidade como uma aberração natural também não conhecem, ou reconhecem a legitimidade das leis de Deus, conforme estabelecidas na Bíblia cristã. Para Deus, quando praticada voluntariamente, a homossexualidade é um crime espiritual e quando tem origem genética, é uma doença espiritual.
Do ponto de vista humano, o vício em drogas é nocivo, por que elas fazem mal ao corpo e o homossexualismo não (a não ser quando causa AIDS). Mas do ponto de vista espiritual, as duas coisas fazem mal à alma e ao espírito. Ainda do ponto de vista humano, a pedofilia é algo inaceitável, por que envolve violência e envolve crianças ou adolescentes, emocionalmente imaturos e fisicamente indefesos, mas não a homossexualidade, por ser praticada por pessoas adultas, com consentimento mútuo.
Entretanto, aos olhos de Deus toda transgressão é abominável, não apenas aquelas praticadas contra o outro, mas também aquelas praticadas contra si mesmo.
O que é homofobia? É a discriminação e a agressão, física ou moral em relação ao homossexual. Entretanto, a lei anti homofobia proíbe também qualquer discurso contrário à homossexualidade. Isso é limitar a liberdade de expressão, coisa que lembra os tempos da ditadura!
A criminalização da homofobia é legítima, como é legítima a criminalização de qualquer outra forma de discriminação por de crença, raça ou conduta sexual, enquanto coíbe a limitação de direitos individuais e a agressão pessoal, mas não não se pode incluir como homofobia a livre expressão da opinião da Igreja ou de qualquer pessoa com relação à homossexualidade.
Infelizmente existem igrejas homofóbicas e pessoas que se dizem cristãs e discriminam homossexuais. Mas assim como o fato de existirem hospitais ruins e maus médicos não invalida a medicina, o fato de existirem maus cristãos também não invalida o Evangelho de Cristo.
A adoção de crianças por casais homossexuais, é também e como consequência, uma terrível aberração natural. É tão antinatural como os casos de animais que adotam filhotes de outras espécies.
É verdade que vários casais heterossexuais criam seus filhos sem amor e às vezes até com crueldade. Mas isto não quer dizer que todos os casais homossexuais sempre irão criar seus filhos adotivos com amor e zelo e nem que essa seria uma solução alternativa. Afirmar isso seria mais ou menos a mesma coisa que dizer que todos os pobres vão para o céu e todos os ricos vão para o inferno, e que por isso é melhor ser pobre. As únicas alternativas naturais no caso de adoção são aquelas feitas por casais heterossexuais, ou mesmo por pessoas solteiras idôneas, como último recurso.
Muitas pessoas me questionam se é melhor uma criança crescer nas ruas do que ser adotada por homossexuais. Do ponto de vista estritamente material, sem dúvida a segunda opção seria melhor, mas do ponto de vista espiritual, não sei o que seria pior. Sei entretanto que o amor de Deus por nós é tão grande que ele poderia sem dúvida preservar do mal essa criança, em qualquer uma das situações.