A China é o terceiro maior país do mundo em extensão territorial e possui a maior população do planeta, com 1,34 bilhões de pessoas. Além disso, as maiores altitudes do globo encontram-se em seu território.

Quase a metade de sua população é urbana e a maior parte dela vive na região leste do país, concentrada principalmente em 42 grandes cidades, todas com mais de um milhão de habitantes. Segundo a Missão Portas Abertas, mais da metade dos chineses dizem não ter religião. Da outra metade, 36,6% professam crenças locais e o budismo. Os cristãos são estimados em 11% aproximadamente.
A Igreja cristã chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo, sendo constituída hoje de aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos, que congregam em cerca de 50 mil igrejas e outros lugares de culto. Embora não haja  dados confiáveis sobre o crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano.

A vida da Igreja é marcada por um paradoxo, pois embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e extremamente carente de recursos e treinamento. Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.

Segundo a Agência Reuters (23/11/09) a China tem a mais mortal indústria de carvão do mundo, com mais de 3.000 mortes em inundações, explosões, desabamentos e outros acidentes em minas somente em 2008. Uma explosão no dia 21 de novembro de 2009 na mina de Hegang, na província de Heilongjiang, que matou pelo menos 104 pessoas, aconteceu quando mais de 500 mineiros estavam no subterrâneo, embora a maioria deles tenha sido resgatado. Um dia antes, 11 mineiros morreram em uma outra explosão na província de Hunan, sul do país.

Durante os últimos cinco anos, Linfen, na província chinesa de Shanxi, é a cidade mais poluída do mundo e um símbolo dos efeitos negativos do arriscado crescimento econômico do país. A cidade de 3,5 milhões de habitantes simboliza o custo do desenvolvimento da economia e rápida expansão da classe média da China, assim como ocorre na Índia. Porém, os efeitos dessa expansão vêm sendo negativos.

Segundo um artigo do New York Times, (As China Roars, Pollution Reaches Deadly Extremes Joseph Kahn and Jim Yardley, August 26, 2007) estimava-se que até 2009 a China ocuparia o lugar dos EUA como o maior emissor de gases estufa do planeta. A Índia tornou-se, recentemente, o quarto maior poluidor do mundo.

Na China, 70% dos rios estão contaminados, as geleiras do Himalaia estão derretendo e ao norte os desertos podem invadir comunidades, ameaçando 400 milhões de pessoas.

Há oito anos, moradores de Hongwei, na China, vêm tentando descobrir a causa de elevadas taxas de doenças entre seus 3.400 habitantes. Ao menos dez crianças já nasceram com uma doença diagnosticada por médicos locais como paralisia cerebral.

Afirma ainda o artigo do Times que especialistas estrangeiros acreditam que seja algo ligado à Síndrome de Minamata, um problema neurológico causado pela exposição ao mercúrio no útero materno. O parque petroquímico de Hongwei tem seis empresas em operação. A região tem taxa de câncer duas vezes maior do que a média nacional.

Em 2003, o governo local reconheceu a gravidade da poluição e solicitou a Daqing Lianhua – subsidiária da PetroChina e maior empresa de Hongwei – que realocasse os vilarejos, mas nada foi feito.

O regime político híbrido que vigora na China, produz enormes aberrações administrativas, oriundas de um ranço do antigo regime comunista, como o fato do partido governamental se tornar mais importante do que a própria população. A corrupção está em toda parte na China, é um fato corriqueiro que explica a razão pela qual estas catástrofes ocorrem normalmente por todo o país sem que seja tomada qualquer providência efetiva.

Estima-se que será necessária toda uma geração para limpar todas as áreas poluídas da China. A China está atualmente investindo bilhões em todo o mundo, mas investe muito pouco em infraestrutura e meio ambiente em seu próprio país, sobretudo nas regiões do interior, distantes dos grandes centros urbanos.

Caso os Estados Unidos pudessem ostentar uma política exemplar com relação ao meio ambiente; poderiam, como maior importador de bens manufaturados da China, exigir que os produtos chineses fossem fornecidos com um certificado internacionalmente comprovado de cumprimento dos padrões mínimos de cuidado e respeito para com o meio ambiente e as condições de trabalho da população. Somente através de uma pressão econômica internacional seria possível forçar o governo chinês a modificar sua postura com relação a esta trágica situação.

Em outubro de 2009, o fotógrafo chinês Lu Guang recebeu em Nova Iorque o prêmio W. Eugene Smith Grant de Fotografia Humanista, pelo seu trabalho Poluição na China. Algumas fotos deste documentário podem ser vistas na internet através do link:

 http://www.chinahush.com/2009/10/21/amazing-pictures-pollution-in-china/.