Os olhos escuros, profundos e o queixo esculpido se encaixam no estereótipo de um líder político do Oriente Médio . Seu inglês é limitado, com a gramática de quem é estranho à terra que ele agora chama de lar.
Ele conheceu o perigo e pagou o preço do poder. Sua linguagem corporal revela resquícios de cautela e prontidão de quem está pronto para uma pronta resposta a qualquer ameaça.
No entanto, há uma inesperada incoerência. Seu aperto de mão é uma saudação. Olhos cheios de alegria se juntam a um sorriso cada vez maior.
Mais surpreendente de tudo é a sua história, uma história que poucos viveram para contar. Como um ex-muçulmano radical que foi fortemente envolvido na revolução iraniana fundamentalista, Daniel Shayesteh tinha o compromisso de exterminar judeus, cristãos e outros "infiéis".
Isso foi antes de seu Criador tornar-se o seu Redentor, em 1979. Com o coração transformado pelo amor de Cristo, Daniel é agora um cristão nascido de novo que está empenhado em ajudar os outros a entender e responder corretamente à fé islâmica.
Ele revela as inconsistências e as orientações alarmantes do livro sagrado do Islã e das visões de mundo a ele associadas.
Embora o islamismo seja a religião que mais cresce no mundo, uma a grande maioria dos "ocidentais" têm uma ideia limitada do que ela realmente ensina. Os Verdadeiros seguidores de Alá (nome muçulmano de Deus) devem estar ativamente envolvidos no extermínio sem piedade de cristãos, judeus e outros não-muçulmanos. Ainda assim comunidades em todo o Estados Unidos, ingenuamente, recebem anualmente milhares de novas mesquitas.
Muçulmanos (seguidores da fé islâmica) são amplamente reconhecidos como pessoas sinceras, mas o livro sagrado islâmico (o Alcorão) é lido por apenas uma fração daqueles que vivem nas sociedades islâmicas. Assim como a América é chamado de uma nação cristã (embora poucos consistentemente leiam e pratiquem o que ensina a Bíblia), na maioria dos países identificados como islâmicos, poucos consistentemente leem e vivem segundo o Alcorão.
Há muito mais que os cristãos precisam saber.
Daniel Shayesteh é hoje um membro da Igreja da Aliança Hills e um ministro credenciado da Aliança Cristã e Missionária da Austrália, servindo como um evangelista. Daniel fundou a Igreja Aliança iraniana de Sydney.
Esta é a sua espantosa história, narrada através de uma conversa que Daniel teve com Ken Ham (presidente de Answers in Genesis).
Daniel, vamos começar ao aprender um pouco sobre sua história. Como era a vida para você ao crescer?
Bem, eu cresci no norte do Irã, próximo ao mar Cáspio. Meus pais queriam que eu fosse um bom menino religioso. Com a idade de nove anos, eu era capaz de recitar o Alcorão inteiro do começo ao fim. Na minha adolescência, eu era um muçulmano dedicado. Nos meus anos de universidade eu era muito ativo no Movimento Revolucionário Islâmico Livre. Nós ajudamos a tirar o Xá (rei do Irã) no final da década de 1970. Eu apoiei de perto o Ayatollah Khomeini e auxiliei em sua ascensão ao poder.
Então, seu grupo tomou controle do país. E por que você escapou do Irã?
Em 1980 meu colega Abolhassan Banisadr tornou-se o presidente de nosso país. Mas o Ayatollah Khomeini e seus clérigos religiosos radicais decidiram que eles queriam mais controle do governo e eles começaram a aterrorizar e matar os líderes políticos. Eu fui eleito ao parlamento iraniano, mas nunca me foi permitido assumir o cargo. Eventualmente, o presidente escapou para a França, mas eu fui seqüestrado à noite e colocado numa cela no corredor da morte com outros quatro amigos. Era uma prisão muito terrível – uma tão dolorosa que você implora a eles para lhe matarem. Todos os meus quatro amigos foram enforcados. Mas, pelo que mais tarde percebi ser a graça de Deus, eu fui liberto da prisão e, após duas tentativas, escapei do Irã para a Turquia.
Como você se tornou um cristão?
Uma vez na Turquia, tive a oportunidade de ler a Bíblia e Deus se revelou a mim de uma maneira espantosa. Através de uma igreja evangélica, Deus iniciou uma grande revolução em minha mente e em meu coração. As pessoas naquela igreja foram tão boas para mim e mostraram-me que o Deus da Bíblia é um Deus pessoal e você pode ter um relacionamento com Ele aqui, nesta vida na terra. Todas as outras religiões e filosofias deixam isto para após a vida. Foi espantoso, e eu dei meu coração a Jesus. Foi uma decisão radical e isto exigiu uma mudança radical.
E sua esposa e filhas?
No Islã, tornar-se um cristão é uma sentença de morte. Minha esposa ficou espantada, brava e com medo quando eu me tornei um cristão. Mas eu orei e implorei ao Senhor por minha esposa dar seu coração a Jesus. Logo ela o fez. Ambos éramos muçulmanos radicais, e teríamos, num instante, estado envolvidos direta ou indiretamente no Jihad (guerra santa), porque esta é a doutrina do Islã (Q.9:5, 29-30). Mas quando ambos demos nossos corações a Jesus, deixamos o islã (a religião) e entramos no cristianismo (o relacionamento com Jesus Cristo). Em seguida, nossas três filhas escolheram seguir a Jesus também. Agora, minha esposa e filhas entenderam que elas foram criadas iguais aos homens, que é contrário ao Alcorão. Elas sabem que são preciosas a Deus, e porque o meu coração mudou, elas são muito mais preciosas para mim do que poderiam ser se eu tivesse continuado a seguir o Alcorão e a fé islâmica.
O que o Alcorão ensina sobre a doutrina da criação?
O Alcorão é um livro contraditório. Na Surah (capítulo) 41, ao se fazer o calculo, verifica-se que Alá criou o mundo em oito dias. Em outros lugares, diz quatro dias (Q. 41:9,10,12) e em outros, seis dias (Q. 7:54; 10:3; 11:7; 25:29; 32:4; 50:38; 57:4). O Alcorão não tem uma ordem cronológica. Pula de uma questão para outra. Oitenta e cinco por cento dele é de tradições orais cristãs e judaicas e outras religiões e filosofias. Portanto, realmente não tem uma sã doutrina sobre a criação.
O que o Alcorão fala a respeito da origem do homem e da mulher?
Virtualmente, o mesmo que a Bíblia. Ele criou o homem do pó e a mulher do seu lado. Mas isto realmente causou um problema para as mulheres, porque a doutrina islâmica diz que ela é a costela torta e que você realmente não consegue endireitá-la.
Então, como os muçulmanos enxergam as mulheres?
Isto varia na cultura muçulmana, mas em termos da religião islâmica, o Alcorão declara que as mulheres são seres inferiores (Q. 2:228, 282). Os homens podem simplesmente usar suas esposas da maneira que quiserem. Alguns grandes estudiosos muçulmanos dizem que as mulheres estão na mesma categoria que os animais. Você pode bater em sua esposa. Você pode trancar sua esposa numa sala até que ela morra. O homem é dono de sua esposa, já que ela é como um animal (Q. 4:34). As mulheres são simplesmente “fontes” para a reprodução humana – você só põe a semente ali e ela cresce (como uma plantação, um campo).
O que o Alcorão ensina sobre a queda da humanidade?
De acordo com o Alcorão, Alá inspirou o pecado na humanidade, e não Satanás. E quando lemos a tradição do Islã, ela diz que o pecado existia 40 anos antes da criação.
E isto levou a o quê? O que o povo iraniano de hoje crê a respeito de origens?
A maioria aceita a evolução. Mas eles também acreditam que Alá criou o mundo. Acreditam que o homem evoluiu do macaco ou algo parecido, mas ainda pela mão de Deus.
Por que tão poucos muçulmanos publicamente discutem questões e preocupações a respeito dos ensinamentos do Alcorão?
Se você criticar o Alcorão, isto é a pena de morte (Q. 8:10-13; 33:36). Você pode estudá-lo, mas você não pode questioná-lo. Apontar erros ou inconsistências é visto como agir adversamente a Alá e a seu Apóstolo (Mohammed). No Alcorão, capítulo 8 versículo 12, diz que seus dedos e sua cabeça devem ser cortados fora. Se os estudiosos são perguntados sobre tais coisas, eles rapidamente mudam a discussão e vão a outro assunto porque, no islã, você não pode questionar a autoridade do Alcorão e de Mohammed.
Como o Alcorão diz que uma pessoa pode ir ao céu?
No capítulo 19 diz que Alá envia ambos, o justo e o injusto, primeiro para o inferno. De lá, se suas boas obras pesarem mais do que suas más obras, e se forem capazes de atravessar uma pequenina ponte ao Céu – uma ponte que é tão estreita quanto seu cabelo – então eles vão ao paraíso. Se não, caem no fogo.
Quais são as principais diferenças entre Jesus Cristo e Mohammed?
O Alcorão mesmo diz que o grande profeta Mohammed (d.C. 570-632) era um pecador. Mohammed não sabia se iria ao Céu ou ao inferno (Q. 46:9). Mas até mesmo o Alcorão diz que Jesus era perfeito e santo e que Ele está vivendo no Céu (19:16-33). Muitos muçulmanos vieram ao Senhor Jesus, e este é um dos motivos. Por que deveriam seguir um pecador morto quando podem ter um relacionamento com o Filho de Deus que está vivo, que foi perfeito e agora vive no Céu!
Daniel testifica que uma vez ele vivia em trevas muito grandes. Naquelas trevas, não havia verdadeira felicidade. Ele agora vive na luz da verdade, onde encontrou verdadeira alegria. Ele se tornou uma nova criatura em Cristo, e se você encontrá-lo, verá olhos repletos de alegria e um sorriso que sempre se alarga mais... onde há muito tempo atrás, havia ira e ódio.
Daniel Shayestch, Ph.D., estudou em uma das universidades no Teerã e posteriormente na Turquia e Austrália. Ele tem doutorado em comércio internacional. Ele escreveu dois livros. Hoje, ele viaja pelo mundo para revelar a falsidade do islã e fazer brilhar a luz da verdade.
Fonte: Revista Answers (Respostas), vol. 2, No 1, Jan – Mar 2007, pertencente ao ministério Answers in Genesis (Respostas em Gênesis).
Reporter: Dale Mason